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Kit 2 Potes Enzimas Digestivas 60 cápsulas

Biostévi · Saúde / Outros

O farmacêutico informa que as enzimas digestivas são proteínas que auxiliam na quebra de alguns nutrientes como as proteínas, lipídios e carboidratos. As enzimas quebram em moléculas menores para que sejam absorvidos os nutrientes dos alimentos de modo adequado no organismo. (SARAIVA, 2021) Papaina: A papaína é uma enzima alcalóide, provém do látex do fruto verde do mamoeiro (Carica papaya), encontrado comumente no Brasil. Trata-se de uma mistura complexa de enzimas proteolíticas e peroxidases, que provoca a proteólise do tecido desvitalizado. É um agente desbridante químico, introduzido no Brasil em 1983, utilizado em feridas de diversas etiologias, em todas as fases do processo de cicatrização e em pacientes de diferentes faixas etárias, com resultados positivos (SCOTTON, 2014). A enzima possui amplo espectro de especificidade, os peptídeos, aminas, ésteres e tioésteres são todos susceptíveis para hidrólise catalítica da papaína. Mostrou ótimos resultados como antiinflamatório. Possui um látex que age sobre o aparelho gastro-intestinal, no qual esta pepsina vegetal exerce ação notável semelhante à do suco gástrico. É composta por enzimas proteolíticas e peroxidasses: papaína, quimiopapaína A e B e papayapeptidase. Atua como desbridante químico, facilitando o processo cicatricial. Tem ação bacteriostática, bactericida e antiinflamatória. Proporciona alinhamento das fibras de colágeno, promovendo crescimento tecidual uniforme. Também age como potente digestivo de material morto proteico. Sua eficácia é aumentada na presença de ativadores que estimulam sua potência digestiva, como a uréia, que desnatura proteínas por ação solvente e desnatura material necrosado permitindo que fique mais susceptível a digestão enzimática. (MAGISTRAL, 2019) Bromelina: Bromelina é o nome genérico dado ao extrato de proteinases extraída dos vegetais da família Bromeliaceae, do qual o abacaxi é o mais conhecido e rico nesta protease. Constitui uma extraordinária mistura de diferentes cisteína-endopeptidases, e outros componentes como fosfatases, glucosidases, peroxidases, celulases, glicoproteínas e carboidratos além de vários inibidores de proteases (COOREMAN, 1978; ROWAN et al., 1990). Pode ser extraída de diversas partes do abacaxi: polpa, talo, caule, folhas e raízes. Destacam-se a bromelina do talo (E.C. 3.4.22.32), ananaina (E.C. 3.4.22.31), comosaina e a bromelina do fruto (E.C. 3.4.22.33) com semelhantes pesos moleculares (NAPPER et al., 1994; LEE et al., 1997; HARRACH et al. Bromelina é o nome genérico dado ao grupo de enzimas proteolíticas encontrada nos vegetais da família Bromeliaceae, da qual o abacaxi é o mais conhecido e rico nesta protease, que tem grande importância na área de saúde e de alimentos. Na medicina é utilizada na digestão de vermes, como ascaris e trichuris; no bloqueio a invasão dos macrófagos por Salmonela typhimurium, na inibição de secreção de toxinas pelo Vibrio cholerae e Escherichia coli; na remissão dos sintomas em pacientes com retocolite ulcerativa; na suturação de feridas, nas queimaduras principalmente as de 3o grau; como anti-inflamatório de origem vegetal em cirurgias e por último, tem sido estudado sua eficiência na inibição do desenvolvimento de células cancerígenas (HALE et al., 2005; GRABOVAC & BERNKOP-SCHNURCH, 2006; MAURER & ECKERT, 1999) Estudos demonstraram que a bromelina, apesar de ser inativada em sua maioria, é absorvida em quantidades fisiologicamente significativas pelo trato gastrointestinal, sendo identificável no plasma por diferentes metodologias, demonstrou que além de absorvida pelos enterócitos, também pode ser detectada em resíduos fecais de ratos, após administração oral, demonstrando que a enzima atravessa todo o trato gastrointestinal. (SILVA, 2008) Lactase: Má absorção ou má digestão de lactose é a diminuição na capacidade de hidrolisar a lactose, que é resultante da hipolactasia. A hipolactasia significa diminuição da atividade de enzima lactase na mucosa do intestino delgado, tam

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O farmacêutico informa que as enzimas digestivas são proteínas que auxiliam na quebra de alguns nutrientes como as proteínas, lipídios e carboidratos. As enzimas quebram em moléculas menores para que sejam absorvidos os nutrientes dos alimentos de modo adequado no organismo. (SARAIVA, 2021)

Papaina: A papaína é uma enzima alcalóide, provém do látex do fruto verde do mamoeiro (Carica papaya), encontrado comumente no Brasil. Trata-se de uma mistura complexa de enzimas proteolíticas e peroxidases, que provoca a proteólise do tecido desvitalizado. É um agente desbridante químico, introduzido no Brasil em 1983, utilizado em feridas de diversas etiologias, em todas as fases do processo de cicatrização e em pacientes de diferentes faixas etárias, com resultados positivos (SCOTTON, 2014). A enzima possui amplo espectro de especificidade, os peptídeos, aminas, ésteres e tioésteres são todos susceptíveis para hidrólise catalítica da papaína. Mostrou ótimos resultados como antiinflamatório. Possui um látex que age sobre o aparelho gastro-intestinal, no qual esta pepsina vegetal exerce ação notável semelhante à do suco gástrico. É composta por enzimas proteolíticas e peroxidasses: papaína, quimiopapaína A e B e papayapeptidase.
Atua como desbridante químico, facilitando o processo cicatricial. Tem ação bacteriostática, bactericida e antiinflamatória. Proporciona alinhamento das fibras de colágeno, promovendo crescimento tecidual uniforme. Também age como potente digestivo de material morto proteico. Sua eficácia é aumentada na presença de ativadores que estimulam sua potência digestiva, como a uréia, que desnatura proteínas por ação solvente e desnatura material necrosado permitindo que fique mais susceptível a digestão enzimática. (MAGISTRAL, 2019)
Bromelina: Bromelina é o nome genérico dado ao extrato de proteinases extraída dos vegetais da família Bromeliaceae, do qual o abacaxi é o mais conhecido e rico nesta protease. Constitui uma extraordinária mistura de diferentes cisteína-endopeptidases, e outros componentes como fosfatases, glucosidases, peroxidases, celulases, glicoproteínas e carboidratos além de vários inibidores de proteases (COOREMAN, 1978; ROWAN et al., 1990). Pode ser extraída de diversas partes do abacaxi: polpa, talo, caule, folhas e raízes. Destacam-se a bromelina do talo (E.C. 3.4.22.32), ananaina (E.C. 3.4.22.31), comosaina e a bromelina do fruto (E.C. 3.4.22.33) com semelhantes pesos moleculares (NAPPER et al., 1994; LEE et al., 1997; HARRACH et al. Bromelina é o nome genérico dado ao grupo de enzimas proteolíticas encontrada nos vegetais da família Bromeliaceae, da qual o abacaxi é o mais conhecido e rico nesta protease, que tem grande importância na área de saúde e de alimentos.
Na medicina é utilizada na digestão de vermes, como ascaris e trichuris; no bloqueio a invasão dos macrófagos por Salmonela typhimurium, na inibição de secreção de toxinas pelo Vibrio cholerae e Escherichia coli; na remissão dos sintomas em pacientes com retocolite ulcerativa; na suturação de feridas, nas queimaduras principalmente as de 3o grau; como anti-inflamatório de origem vegetal em cirurgias e por último, tem sido estudado sua eficiência na inibição do desenvolvimento de células cancerígenas (HALE et al., 2005; GRABOVAC & BERNKOP-SCHNURCH, 2006; MAURER & ECKERT, 1999)
Estudos demonstraram que a bromelina, apesar de ser inativada em sua maioria, é absorvida em quantidades fisiologicamente significativas pelo trato gastrointestinal, sendo identificável no plasma por diferentes metodologias, demonstrou que além de absorvida pelos enterócitos, também pode ser detectada em resíduos fecais de ratos, após administração oral, demonstrando que a enzima atravessa todo o trato gastrointestinal. (SILVA, 2008)
Lactase: Má absorção ou má digestão de lactose é a diminuição na capacidade de hidrolisar a lactose, que é resultante da hipolactasia. A hipolactasia significa diminuição da atividade de enzima lactase na mucosa do intestino delgado, também denominada recentemente de “lactase não persistente”. O aparecimento de sintomas abdominais por má absorção de lactose caracteriza a intolerância à lactose. A má absorção de lactose nem sempre provoca sintomas de intolerância à lactose. Após o desmame, ocorre uma redução geneticamente programada e irreversível da atividade da lactase na maioria das populações do mundo, cujo mecanismo é desconhecido, resultando em má absorção primária de lactose. (MATTAR, FERRAZ, MAZO, 2010)
Amilase: Enzimas são, em geral, denominadas de acordo com o substrato que atuam. Portanto, a palavra amilase indica a ação enzimática sobre o amido (amilo), que contém dois polissacarídeos: amilose (15-20%) e amilopectina (80-85%) (HARGER, 1982). Amilase (EC 3.2.1) é uma das várias enzimas responsável pela degradação do amido (PAQUET et al., 1991). Atuam na hidrólise das moléculas do amido, decompondo-o em resíduos de dextrinas e glicose. Estas enzimas são produzidas por diversos fungos, bactérias e vegetais. Dentre os microorganismos, destacam-se o Cryptococcus flavus e Aspergillus niger HM2003 por produzirem enzimas termoestáveis e de ação nos carboidratos das plantas para auxiliar no processo digestivo. (MINAFRA, 2007)
Lipase: Lipases são enzimas que catalisam a hidrólise de triacilgliceróis, com liberação de ácidos graxos que podem estar associadas com a deterioração de muitos alimentos. (SANTOS, SALGADO, VANETTI, 2021)
As lipases são enzimas hidrolíticas pertencentes ao grupo das serina hidrolases que catalisam a hidrólise de ligações éster-carboxílicas. Hidrolisam preferencialmente substratos com ácidos graxos de cadeia longa com mais de 10 carbonos, mas também podem hidrolisar substratos com ácidos graxos de cadeia curta e intermediária (Anthonsen et al., 1995; Chen et al., 2003; Jaeger et al., 1999). No leite e derivados estas enzimas atuam na hidrólise dos triacilgliceróis presentes na gordura, podendo causar defeitos de sabor e aroma nos produtos lácteos (DEETH, 2006; WIKING, 2020 apud SANTOS, SALGADO, VANETTI, 2021).
Pancreatina: A pancreatina, um complexo enzimático obtido do pâncreas, é constituída principalmente pela tripsina, quimotripsina e carboxipeptidases A e B (Yamamoto, 1975). A distribuição dos peptídeos e aminoácidos livres presentes nos hidrolisados depende da especificidade dessas enzimas proteolíticas. (SILVA, 2005)

Referências Bibliográficas
MAGISTRAL, Ibero. Papaína Proteolítico e Desbridante. 2019).
SILVA, Roberto. Caracterização físico-química e purificação da bromelina do Ananas comosus (L.) Merril (abacaxi-bromeliaceae). Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2008.
MATTAR, Rejane; FERRAZ, Daniel; MAZO, Ferraz. INTOLERÂNCIA À LACTOSE: MUDANÇA DE PARADIGMAS COM A BIOLOGIA MOLECULAR. São Paulo: Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2010.
MINAFRA, Cibele. Produção e suplementação com a-amilase de Cryptococcus flavus e Aspergillus niger HM2003 na dieta de frangos de corte e de um a 21 dias de idade. Viçosa-MG: Universidade Federal de Viçosa.
SANTOS, Clarissa; SALGADO, Cleonice; VANETTI, Maria. Lipases bacterianas: impactos na qualidade de produtos lácteos e potencial biotecnológico. Universidade Federal de Viçoca, 2021.
SILVA, “et al”. Imobilização da pancreatina em carvão ativado e em alumina para o preparo de hidrolisados de soro de leite. Belo Horizonte-MG: Universidade Federal, 2005.
SARAIVA, Enzimas digestivas: o que são, para que servem e como tomar. São Paulo: nutrify.com.br, 2021.
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